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Como falar de dinheiro com seus filhos? Saiba tudo

Tendo em vista que a educação financeira é um assunto relativamente novo para os brasileiros, é comum ter dúvidas de como falar de dinheiro com seus filhos.

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E independentemente do pai que você seja, é importante entender como trazer este assunto à tona porque se você não falar, o seu filho aprende sobre a gestão financeira simplesmente observando aquilo que você faz.

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Assim, há pais que acreditam que uma criança não deve ter contato com dinheiro, outros acham ser importante ajudar o filho a poupar dinheiro com um simples cofrinho. 

Além disso, existem adultos que estimulam os filhos a pagar pequenas compras para que eles tenham a experiência de usar o dinheiro.

Se você se identificou com qualquer pai acima, confira o conteúdo porque iremos lhe oferecer dicas valiosas:

Como falar de dinheiro com seus filhos

As nossas finanças podem ser divididas em 3 pontos principais: receber, gastar e poupar.

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Portanto, você pode iniciar a conversa esclarecendo estes 3 pontos.

Em primeiro lugar, ensine ao seu filho que dinheiro não nasce em árvore.

Caso você seja pai de uma criança, entenda que ela não faz ideia de onde vem o dinheiro. Para ela tudo é simples: basta usar o cartão de crédito ou ir ao caixa sacar.

Sendo assim, você precisa esclarecer esta questão.

Diga ao seu filho que você sai todos os dias para trabalhar e sustentar a casa, inclusive, fale sobre este sustento.

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Contas de água, luz, gás, internet, vestimenta, alimentação e lazer, devem ser pagas e para isso você tem um emprego.

Certamente, você não precisa dizer ao seu filho quanto recebe mensalmente ou quanto custa cada conta. Basta que ele entenda que é necessário trabalhar para receber. 

Além disso, para falar de dinheiro com seus filhos, evidencie a ideia de que querer não é poder, ou seja, o dinheiro não pode ser gasto descontroladamente.

Para isso, busque ensinar que não é possível ter tudo o que quer, quando quer: é preciso fazer escolhas!

Isso vale para a criança que recebe mesada e gostaria de ter um brinquedo com o valor elevado.

Para ter o brinquedo, a criança tem que escolher poupar uma quantia da sua mesada a cada mês.

Portanto, chegamos ao terceiro ponto: o de poupar que significa escolher entre gastar hoje ou no futuro.

Aqui, damos uma dica fundamental:

Estimule o seu filho a pensar se realmente vale a pena poupar durante meses para comprar determinado produto.

Como resultado, ele entende o valor do dinheiro e evita comprar coisas desnecessárias.

Falar de dinheiro com seus filhos através da mesada

A mesada pode ser definida como uma pensão ou renda que os pais pagam aos filhos a cada mês.

É uma excelente ferramenta de educação financeira porque a criança ou o adolescente aprende a lidar com o dinheiro e adquire certa independência.

Qual valor de mesada para filhos? 

Conforme uma pesquisa feita pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), juntamente com o portal Meu Bolso Feliz, cerca de 26,3% das mães de crianças e adolescentes dão mesadas aos seus filhos.

A pesquisa também nos indica uma informação relevante: o valor médio que as mães oferecem: R $123, sendo que 63% delas dão até R$100 por mês.

Então, torna-se importante entender que falar de dinheiro com seus filhos, também exige que você apresente quanto ele pode receber a cada mês para que seja mantida a harmonia nas finanças da família.

O próprio educador financeiro do SPC Brasil, José Vignoli, afirma que definir o valor para a mesada é algo particular porque varia conforme a condição financeira da família:

“O mais importante é que as mães não sacrifiquem o orçamento da casa, e sim, ofereçam um valor compatível com a renda familiar”.

Qual a idade ideal para dar mesada? 

A mesma pesquisa nos mostra que os filhos começam a receber a partir de 9 anos de idade, sendo que gastam o valor com lanches, guardam para comprar algo que gostam muito, brinquedos e jogos, bem como livros e revistas.

Aqui, pense se acha adequado falar de dinheiro com seus filhos desde tão novinhos. 1 milhão de pesquisas podem dizer a idade ideal, mas no final você quem decide!

Por exemplo, é comum que com até 5 anos, a criança receba moedinhas de forma eventual, sendo que com 6 a 8 anos, receba valores pequenos a cada semana.

Diversos especialistas financeiros indicam que o dinheiro seja dado a cada semana porque a criança não tem muita noção do tempo.

Ou seja, se ela recebesse somente mensalmente, pareceria uma eternidade.

Dos 8 aos 10 anos, o valor pode ser oferecido de forma quinzenal e a partir dos 10, torna-se algo mensal.

Ou seja, é interessante que o seu filho sempre tenha contato com o dinheiro e saiba valorizá-lo, independentemente da idade ou do valor oferecido.

Falar de dinheiro com seus filhos – Dicas para trabalhar com a mesada

Os reajustes podem ser comuns, por isso, vamos supor que no mês anterior o seu carro quebrou.

Por conta do imprevisto, você só tem o dinheiro para pagar os gastos essenciais.

Portanto, quando não resta dinheiro para dar mesada, o que deve ser feito?

Não dê! Na verdade, a resposta é muito simples porque você pode encarar este problema como uma oportunidade de ensinar o seu filho de que os ajustes são necessários e imprevistos acontecem.

Nesse sentido, tenha em mente que para ter efeito na educação financeira, é importante que a mesada não se limite ao dinheiro.

Literalmente, é necessário falar de dinheiro com seus filhos.

Você como pai, deve acompanhar a criança ou adolescente, introduzindo aos poucos os conceitos financeiros como economia, investimento e planejamento.

E por falar em planejamento, mostre ao seu filho as consequências da falta dele.

Por exemplo, se o dinheiro da mesada acabou em menos de 1 mês, seja firme e faça com que o seu filho espere até o próximo prazo combinado.

Por fim, não use a mesada como forma de compensação.

Se a obrigação do seu filho é de deixar o quarto organizado e tirar notas boas, ele não deve ser recompensado com dinheiro porque precisa entender que tem deveres.

Além disso, ele não deve ser punido com a falta da mesada porque fez algo de errado.

Este tipo de compensação não surte efeito para a educação financeira. 

Conclusão 

Por fim, entenda que a melhor forma de falar de dinheiro com seus filhos seria por meio do exemplo.

Tendo em vista que você é a primeira e principal referência para o seu filho, é fundamental que você saiba lidar com o seu dinheiro.

A sua experiência pode influenciar a forma como o seu filho se relaciona com as finanças.

Portanto, uma dica interessante seria a de evitar a discussão de dívidas na frente das crianças e adolescentes.

Além disso, confira o nosso conteúdo sobre o planejamento financeiro.

Escrito por Luciana Sampaio

Entusiasta de novas tecnologias e da escrita, encontrou no Jornal útil a oportunidade de escrever sobre temas do seu interesse que englobam o mercado financeiro.