Cheque ainda é usado? Saiba se é uma boa alternativa

Cheque é uma ordem de pagamento à vista, por isso, é uma forma do emissor pedir para a instituição financeira que pague determinada quantia a um beneficiário.

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Também é visto como um título de crédito, ou seja, o emissor assume dívidas ao emitir cheques, sendo que quando o pagamento não é feito, estes cheques podem ser protestados ou executados em juízo através de uma ação de cobrança.

O cheque comum é pago quando há saldo disponível na conta do emissor, caso contrário, é considerado sem fundo e devolvido.

Há um grande risco de ter o mesmo cheque devolvido duas vezes porque isso faz com que o seu nome seja incluído no  Cadastro de Emitente de Cheques sem Fundos (CCF).

Em outras palavras, o seu CPF pode se tornar negativado por conta deste problema.

Como funciona o cheque

Talões de cheques oferecidos por instituições financeiras são como um bloquinho com diversas folhas retangulares que podem ser destacadas.

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As folhas têm várias informações como o banco, agência e o nome do emissor.

Mas, há também os campos que devem ser preenchidos como a data e também o valor que será pago.

Com todas as informações completas, a folha vale como um contrato que permite ao beneficiário sacar o valor da conta do emissor.

Quais são os tipos de cheques? 

Há diferentes tipos, sendo que iremos tratar sobre os 4 principais:

Portanto, há os cheques ao portador que permite a qualquer pessoa que tenha recebido a folha, solicite a compensação do valor no banco correspondente.

Isso significa que o nome do beneficiário não é indicado na folha.

Em segundo lugar, existe o cheque nominal que funciona ao contrário do que foi citado acima.

Dessa forma, o nome do beneficiário é especificado na folha e somente ele pode fazer depósito em sua conta ou saque, por isso o termo “nominal”.

O mais interessante é que o risco de roubo e fraude torna-se menor.

Vale destacar que todos os cheques com o valor acima de R $100 devem ser nominais.

Caso contrário, o banco não aceita, justamente para garantir a segurança do seu cliente.

Já os cheques pré-datados funcionam como a sua versão comum, mas tem uma data futura preenchida.

Nesse sentido, são usados quando o emissor pretende comprar a prazo e coloca na parte inferior da folha, a data que gostaria que o valor fosse compensado.

Funciona como uma espécie de cartão de crédito porque o emissor pode parcelar determinado produto em uma loja, embora seja uma opção menos segura.

Como resultado, cada parcela tem uma folha e é necessário colocar a data em que o valor será descontado.

Contudo, por que a opção é menos segura?

Infelizmente há a possibilidade de o cheque ser depositado antes da data, pois quem recebe a folha não precisa aguardar a data para compensar.

Por fim, os cheques cruzados têm por diferença a necessidade de fazer dois traços paralelos na parte superior da frente da folha.

Por mais que pareça simples, esta é outra estratégia que garante a segurança.

Este tipo de cheque é descontado somente através de depósito em conta corrente, evitando que o dinheiro seja usado por outra pessoa.

Dessa forma, entenda que pode haver um cheque nominal cruzado, por exemplo.

Ainda é usado?

De acordo com a pesquisa do Banco Central “O brasileiro e sua relação com o dinheiro”, aparentemente as pessoas estão esquecendo os cheques no fundo da gaveta.

O velho talão deixou de ser usado pelos brasileiros de todas as classes sociais como forma de pagamento de compras do dia a dia.

Apesar disso, ainda é aceito em 16% do comércio no Brasil, bem como é usado como forma de recebimento de salário, embora o percentual seja pequeno: cerca de 0,4%.

Em quais situações o cheque ainda é usado?

Esta forma de pagamento é comum para as empresas pequenas que trabalham com o pagamento pré-datado.

Isto é, a empresa realiza a venda através de cheques pré-datados, sendo que o cliente paga somente no dia em que foi definido na folha.

Sendo assim, é comum para as compras parceladas e pagamentos em supermercados.

Os empreendedores que tentam fugir das taxas de maquininhas e querem contar com a possibilidade de repassar a folha para pagar fornecedores, também podem usar o cheque.

Além disso, é uma alternativa como caução.

Caso não saiba, caução é uma forma de garantia na negociação.

Por exemplo, você decide alugar itens para a festinha do seu filho e na retirada, deixa uma folha com o valor maior do que foi cobrado pelo aluguel dos produtos.

Esta é uma forma de garantir que você irá devolver os itens alugados.

Do contrário, a empresa não precisa lidar com prejuízos, já que tem o valor do cheque.

Já se os itens forem devolvidos, a folha retorna para você.

Em consequência, torna-se comum o uso de cheque no aluguel de automóveis ou até mesmo de imóveis.

O que é o Traveler Check? 

Para encerrar, vale destacar este cheque que funciona da mesma forma que o comum, apesar de ser usado em transações internacionais.

Por isso, o traveler check é obtido em uma casa de câmbio para que o viajante faça pagamentos em comércios que aceitam.

Há também a possibilidade de trocar pela moeda local em casas de câmbio do exterior ou em bancos.

Esta é uma opção excelente e muito usada pelos brasileiros.

Escrito por Luciana Sampaio

Entusiasta de novas tecnologias e da escrita, encontrou no Jornal útil a oportunidade de escrever sobre temas do seu interesse que englobam o mercado financeiro.